Acervo Privalia

Recupere o prazer à mesa

de Privalia (28 julho 2010)

O movimento slow food já tem mais de duas décadas e a cada ano conquista mais adeptos, seja pela filosofia, seja pelas papilas gustativas (mas geralmente pelos dois motivos). Ele surgiu na Itália, na década de 1980, pela mãos de Carlo Petrini, como uma reação à onda da fast food que varria o globo.

O que surgiu como oposição ao comer rapidamente, foi muito além nas suas ambições. Como define a versão brasileira do site da associação Slow Food Brasil “é uma resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo.”

Ou seja, não trata-se apenas de um grupo que procura apreciar sua comida com calma. É um movimento que procura resgatar o prazer da alimentação — e os rituais e produtos a ela relacionados — de forma consciente e ecológica.

Uma das coisas que o slow food procura fazer é resgatar ingredientes que estavam praticamente esquecidos, ou abandonados, inclusive pela dificuldade ou tempo demasiadamente longo de produção para os padrões modernos. No Brasil, esses produtos incluem o aratu (tipo de caranguejo), cagaita, cambuci e licuri (frutas). Em cada país onde o slow food atua, produtos tradicionais são resgatados e preservados e eventos são promovidos para difundir os princípios do movimento.

As fotos deste post são do site Slow Food Brasil.

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